sábado, janeiro 15, 2011

Janeiras 2011


Pois é meus amigos mais um ano passado.Aqui vamos nós de gaita na mão, porta a porta, mantendo a tradição para a banda ajudar.Foi no dia 15 de Janeiro, cantigas tardias devido ao tempo chuvoso da semana anterior.Partimos com alegria e vontade para as "cantigas dos Reis".
Deixo aqui arquivos, para mais tarde recordar, fotos, quadras, gargalhadas e muito mais, vividas por quem as foi cantar




Janeiras

Ai,lá vai a pombinha a voar,
Ai,lá por cima da oliveira,
Ai,se quer a banda ajudar,
Ai,meta a mão na algibeira


Vimos cantar as Janeiras
Boas festas desejar
Que tenha muita saúde
No ano qu'está a entrar.



Nesta casa tão bonita
Gente nobre aqui mora
Venha-nos dar a Janeira
Não nos deixe ir embora

Tio David (Heroi continua sempre na luta)


Ó senhora desta casa
Sentadinha à lareira
Chegue-se aqui à porta
Não se esqueça da carteira

O Dicionário da Porto Editora (4ª Edição) define Janeiras como “Cantigas de boas-festas por ocasião do Ano Novo”. Assim sendo, não podemos deixar de relacioná-las, com Janeiro, o primeiro mês do ano, assim chamado em honra do deus Jano (de janua = porta, entrada). Este deus ocupava um lugar muito importante na mitologia romana, sendo o seu nome invocado antes de Júpiter. Jano era o porteiro celestial, e, consequentemente, o deus das portas, que as abria e fechava, esperando-se a sua protecção na partida e no regresso. Considerado um deus dos começos, Jano era invocado para afastar das casas os espíritos funestos e não podia deixar de ser invocado no mês de Janeiro, começo do novo ano. Em sua honra aproveitariam os romanos para se saudarem uns aos outros. Parece, portanto, que as Janeiras têm origem nesses cultos pagãos, que o cristianismo não conseguiu apagar e que se foram transmitindo de geração em geração.

(antigamente)
Em Guilheta, as “reizadas” deixaram memória, particularmente as cantorias que tinham lugar à noite, umas vezes no “coberto” do “Frade” (Manuel Martins Frade), outras no “coberto” da Tia Amélia da Loura, e ainda noutras (…). Estas noites de cantigas ao desafio reuniam grande número de ouvintes, de Guilheta e de outros lugares da freguesia. Na memória de alguns ficaram os nomes de “cantadores” como o Pereira, da Apúlia, o Ferreira, de S. Simão da Junqueira (Vila do Conde), o Teixeira, de Ovar, a Deolinda Ferreira, de Oliveira de Azeméis, ou o “Peta”, de Vila Verde.
(Memória de Manuel Gonçalves Couto)



A todos quantos participaram de forma directa ou indirecta,musicos cantores ,direcção,amigos da banda,cozinheiras, ajudantes,povo de S.Paio de Antas um muito obrigado sem vocês não seria possivel manter a tradição e ajudar esta instituição Banda dos Bombeiros Voluntários de Esposende.Um bem haja para todos Nós...hehehhehe

domingo, janeiro 02, 2011