quinta-feira, junho 28, 2007

II Concerto Coral Sinfónico


No próximo dia 21 de Julho terá lugar na nossa Freguesia de Antas o Concerto Coral Sinfónico, com a participação da nossa Banda, do Coro Magistoi de Carapeços, (Barcelos) e de muitas pessoas da nossa freguesia que se juntaram e "vão dar voz" a este projecto.
O ano passado o Concerto teve lugar em Esposende e a crítica foi muito positiva, pelo que repetir foi palavra de ordem.
A iniciativa de trazer a população a participar neste evento é de louvar porque permite uma aproximação das pessoas à cultura musical, de uma forma divertida, descontraída, num ambiente de amigos, mas onde a responsabilidade exige das pessoas um esforço de participação nos ensaios e colaboração conjunta.
Os comentários têm sido muito positivos e as pessoas aderiram com muitas expectativas, mesmo que nunca tenham sido "meninos de coro". Este será de certeza um momento diferente para todos.

sexta-feira, junho 22, 2007

Palmeira 2007

No último domingo decorreram em Palmeira de Faro as festas em Honra de Stº António. A nossa banda foi convidada para abrilhantar estas festas, numa terra onde existem muitos admiradores da música filarmónica e da nossa banda em particular. Não esqueçamos que foi esta a terra de adopção do saudoso presidente Augusto Cruz, que deixou boas lembranças aos músicos mais velhos da nossa banda e um contributo importante, que juntando a outros contributos não menos importantes moldam a banda que temos hoje.
Embora não tenha estado presente, estou certo que estas festas de Palmeira decorreram pelo melhor.
Agradeço ao Paulo Alves por ter tirado as fotos que aqui apresento


quinta-feira, junho 21, 2007

Klezmer All Star Clarinet Gang plays "King Waldemar"



Para ouvir e apreciare e digam-me se o clarinete não é um intrumentos lindo.

sexta-feira, junho 15, 2007

Festa em Seroa para comentar e documentar.

"Esse negócio do trompete" - Denise Reis Vocal Trumpet

Trompete para que te quero???

Novas Sonoridades

Alguém se lembra daquele músico de "pétalas de rosa" que descobrimos em Vila Franca do Lima?
Pois bem...para os mais cépticos aqui fica a prova que esse senhor já tem alunos pelo mundo fora!! :)

A NOSSA BANDA NA RÀDIO

O ensaio do próximo sábado dia 16 contará com a presença de uma equipa de reportagem da rádio Esposende(93.20), que vai transmitir o ensaio em directo. Para além da transmissão do ensaio a rádio vai também dar a conhecer ao seu vasto auditório o funcionamento da nossa banda visto na prespectiva dos músicos.
Para os nossos amigos,não deixem de ouvir. Para os musicos, têem que ir ao ensaio (Para aqueles que já se esqueceram da hora do ensaio aqui fica o horário 16.30).
Assim já têem um motivo para ir ao ensaio, podem sempre dizer que vão "aparecer" na rádio. O Duarte lá consegui ter um ensaio comentado.

sábado, junho 09, 2007

segunda-feira, junho 04, 2007

Clarinete - Sabine Meyer

Concerto Orquestra de Sopros








A nossa Orquestra de Sopros, não menos importante que a Banda de Música, irá na próxima quarta feira, dia 6 de Junho, às 21:45 dar um concerto nas Escola Secundaria Henrique Medina, integrado nas comemorações dos 25 anos daquela instituição de ensino.
Em breve publicaremos um pequeno post que ilustra o trabalho que esta orquestra tem vindo a desenvolver.
Apareçam, porque vale apena!!!

quinta-feira, maio 31, 2007

UM PROJECTO MUITO INTERESSANTE

"Para terem uma ideia eu tenho 23 anos de banda e já em 1986 juntamos um grupo de jovens que decidiu adquirir um instrumental, organizando festas e outras actividades. Com muito boa vontade, arranjamos algum dinheiro e conseguimos que os músicos oferecessem um ou dois anos as suas compensações monetárias da Banda. Na altura foi assim, uma coisa do outro mundo...", extraido de uma entrevista do Presidente da ARMAB (Banda Amigos da Branca). Uma entrevista muito interessante leiam e digam o que acham. Cliquem no link. http://www.bandasfilarmonicas.com/entrevistas.php?id=44

quarta-feira, maio 30, 2007

TODA A VERDADE - O horror o medo em directo

Fragoso 2007, foto reportagem

Como o prometido é devido cá estou eu com a reportagem da presença da nossa Banda nas festas de Fragoso.

Depois de algum stress inicial por uma mera confusão de horários, que foi reparada pela direcção, a nossa banda apresentou-se num grande nível, proporcionado em conjunto com a Banda Amigos da Branca grandes momentos de harmonia musical.
Penso que o convite e a presença da nossa Banda nestas festas foram uma confirmação da qualidade da mesma. Até bem pouco tempo estas festas estavam arredadas do nosso calendário. Elas não apareceram por acaso, mas fruto do empenho da direcção, maestro mas sobretudo dos Músicos, que elevam dia a dia a qualidade da nossa banda; se isto não fosse verdade não estaríamos presentes nas referidas festas pois é sabido o grau de exigência, a todos os níveis, que organização coloca nas mesmas.
Uma palavra de admiração para outra banda, que para alem de proporcionar um bom concerto e um bom “despique”, demonstrou já ter uma estrutura organizativa bastante equilibrada. Penso que estas duas bandas são exemplos e tem que aprender bastante uma com a outra.
Pena foi o pouco público, em comparação com o ano passado, que presenciou o concerto da noite.

Ficam aqui as fotos e algumas impressões sobre estas festas!!!

PS: foto reportagem por Duarte Ferreira & Paulo Alves

terça-feira, maio 29, 2007

Fragoso 2007, o video

Como é sabido no último fim-de-semana a nossa Banda espalhou por terras de Fragoso todo o seu encanto deliciando os presentes com a sua música.
A Banda Amigos da Branca acompanhou-nos, e muito bem, nestas festas.
Fiquem com um pequeno vídeo da marcha de concerto “Manuel Sequeira”, uma pequena grande homenagem do nosso maestro ao seu pai, que por certo encantou os presentes.
A foto reportagem estará disponível amanhã!!!


quinta-feira, maio 24, 2007


De 15 a 17 de Junho, na Covilhã19.Mai.2007MasterClass de clarinete com António Saiote

Entre 15 e 17 de Junho próximo, terá lugar na Covilhã uma Master Class de clarinete com aquela que será, provavelmente, a principal referência no domínio do clarinete em Portugal, tendo mesmo criado “escola” neste domínio. Nem mais nem menos que o prof. e maestro
António Saiote.Trata-se de um evento organizado pelo Conservatório Regional de Música da Covilhã que, desta forma, proporciona uma oportunidade única aos clarinetistas daquela região do país. Para quando uma iniciativa deste género na nossa Banda?

À atenção dos nossos compositores

À atenção dos nossos compositores24.Mai.2007Concurso de composição “Harelbeke City of Music 2007-2008”

Está já em andamento o 3º Concurso de Composição Filarmónica da Cidade belga de Harelbeke, “Harelbeke City of Music 2007-2008”.Esta é mais uma oportunidade para os nossos compositores que, cada vez em maior número, vão dando provas de grande capacidade e mérito, reconhecido já internacionalmente.Todos os pormenores relativos a este concurso poderão ser obtidos em www.bandasfilarmonicas.com

quarta-feira, maio 23, 2007

segunda-feira, maio 21, 2007

A improvisação (continuação)

“ ils improvisent…improvisez…improvisons…”

O artigo “ ils improvisent…improvisez…improvisons…” de Vinko Globokar editado na revista “musique en jeu” fala sobre vários aspectos a ter em conta na música improvisada.

O autor divide o artigo em quatro partes: Aleatório e Improvisação, O Papel do Compositor, A Utilização de Instrumentos e Música Improvisada e Música Contemporânea

Aleatório e Improvisação

O intérprete tem uma parte de responsabilidade cada vez mais importante na composição; vai lendo as indicações do compositor – música baseada em símbolos, de reacções psicológicas ou textos verbais – o que leva frequentemente à improvisação. Trata-se de uma improvisação controlada pelo compositor onde o intérprete não faz mais do que executar uma tarefa.

As razões pelas quais, um músico quer improvisar prendem-se com a necessidade de libertação, procura de uma nova estética musical, provocação, desejo de trabalhar colectivamente, pesquisa instrumental, compromisso político ou social, desejo de pertencer a uma elite capaz de improvisar, uma forma de enriquecimento pessoal, uma forma de expressão não só através de sons mas também pelo comportamento psíquico, necessidade de criar um contacto com o público, desejo de dar largas à imaginação.

As explicações, relativas a este assunto pelas pessoas que improvisam, são subjectivas e emocionais; preferimos falar de sensações e não de razões.
Com o decorrer dos anos, formaram-se alguns grupos de improvisação cuja postura demonstrou algumas tendências claras e definidas.
Vinko Globokar distingue o grupo cujos objectivos são políticos e sociais, pois inclui e aceita a participação do público sem qualquer restrição. Não há regras e o grupo sabe porque toca, ou pelo menos sabe porque quer tocar. O segundo grupo organiza reuniões, em que cada um leva os seus instrumentos ou objectos; decide-se um tema ou história e improvisa-se sobre isso. O resultado sonoro difere nos dois grupos, para o primeiro grupo é secundário enquanto para o segundo, o controlo do resultado sonoro é o principal objectivo.

O Papel do Compositor

Na música improvisada, na maioria dos casos, é em volta do compositor que se forma o grupo de improvisação. O compositor tem o papel de organizar grupos de improvisação que possam transformar a sua obra. Os meios que utiliza para canalizar a improvisação, são na maior parte das vezes através de indicações verbais ou desenhos, e raramente notação musical. O próprio compositor ou o grupo podem programar uma forma, deixando a criação do material sonoro aos participantes. Estes, por sua vez, preenchem o tempo com sons inventados. “Il se produit pourtant un phénomène négatif:” os executantes são incapazes de inventar realmente quando se pede que improvisem num quadro mais ou menos limitado. Mesmo as pessoas dotadas de um grande poder de invenção não fazem mais do que utilizar o seu reportório de hábitos instrumentais, de clichés pessoais, de estruturas memorizadas.
Com um tempo de reflexão ilimitado, o acto de inventar é sobretudo um trabalho racional, onde se elimina as ideias mais superficiais; no acto de improvisar, o tempo de reflexão reduz – se ao mínimo, sendo a invenção mais instintiva e intuitiva, e não racional.
“D`autre part, la question : « à qui appartient cette musique où le compositeur projette l`idée générale, mais où les exécutants doivent improviser le détail ?»”

Quando o executante decide juntar-se a um grupo para comunicar, deixa de ser completamente livre, pois vai estar intimamente ligado aos outros executantes, o que implica muita tolerância e compreensão entre eles. “La tolérance n`est pas une position contemplative, dispensant les indulgences à ce qui fut ou ce qui est. C`est une attitude dynamique, qui consiste à prévoir, à comprendre et à promouvoir ce qui veut être”(Claude Lévi-Strauss).
O improvisador pode associar-se a uma preposição que acha interessante; destruir uma situação se a achar banal ou repisada; imitar; opor ou propor uma nova ideia, que será aceite, destruída, desenvolvida ou recusada pelos outros.
Para que o trabalho resulte tem que haver uma profunda amizade, respeito mútuo, discussão aberta dos problemas não somente musicais, mas sobretudo humanos, que os preocupam.

A Utilização de Instrumentos


Podemos imaginar facilmente que um conhecimento aprofundado do instrumento é necessário, mas só por si não chega. Os problemas que aparecem são sobretudo de ordem «composicional». O intérprete toca uma música que ainda não existe e quando ganha algumas experiências, aprende a reagir, a inventar, a tomar a iniciativa, a deixar-se influenciar e a tomar a responsabilidade total de tudo o que produz.
Transforma o seu instrumento, inventa novos timbres e articulações que fazem lembrar outros instrumentos.

Música Improvisada e Música Contemporânea

As diferenças entre a música improvisada e a música contemporânea são sobretudo em relação à forma. Sendo a música contemporânea um produto intelectual e a música improvisada impossível de ser exactamente consciente com passagens entre acção/reacção, simples/complexo, tensão/distensão a desenvolverem-se progressivamente e não de maneira abrupta, a forma da improvisação livre acaba por ser simples.
Através deste tipo de música, o homem faz um apelo intenso a todas as suas faculdades, não só musicais, mas sobretudo psicológicas.

Conclusão

Há culturas, como a Índia do Norte e o Irão, onde não há separação entre o músico executante e o improvisador: todo músico improvisa – seja sobre regras estritamente determinadas, seja como parte de um ritual de meditação.
Improvisar é inventar, e está sujeito aos riscos de qualquer invenção.
" Quando se assume qualquer possibilidade humana de ser e fazer, necessariamente assume-se um risco. [...] Fora do risco não há criação artística, científica, criação de espécie alguma. Faz parte de todo o movimento criador o risco de não ser, de se distorcer no meio do caminho.” (Paulo Freire)

Evitar o risco é resignar-se a repetir o que já foi feito, é conformar-se com a impossibilidade de romper horizontes.